
(Foto: Vitória 87 FM)
O número de casos suspeitos de varíola dos macacos subiu para seis, de acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgado na quinta-feira (8). Outros dois casos chegaram a ser investigados, mas foram descartados.
Foram registrados casos em:
Goiânia – 3
Aparecida de Goiânia – 2
Mineiros – 1
A secretaria informou que, além de monitorar os casos suspeitos, acompanha pessoas próximas a eles.
A médica infectologista e diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Camila Freire, explicou que, apesar do nome da doença, os macacos não são o reservatório da doença, mas podem pegar o vírus de outras origens.
“O reservatório do vírus ainda é desconhecido, segundo os estudos. Então, se um macaco tem a doença, ele pegou de outras formas, assim como o ser humano”, explicou.
Com isso, a transmissão só seria possível caso houvesse um contato próximo do animal contaminado com o ser humano por meio de lesões, como arranhões ou mordidas.
“O nome de varíola do macaco é inadequada, pois ela foi apenas identificada inicialmente em macacos na África, mas não com eles a doença”, completou a médica.
A Prefeitura de Senador Canedo disse que caso seja identificado que os animais foram mortos por moradores, os responsáveis podem responder pelo crime de maus-tratos.
Transmissão da varíola dos macacos
Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
Da mãe para o feto através da placenta;
Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
Sintomas
Os sintomas iniciais costumam ser:
febre
dor de cabeça
dores musculares
dor nas costas
gânglios (linfonodos) inchados
calafrios
exaustão