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VITÓRIA 87FM

Guarda municipal matou mulher após ameaçar com arma o enteado que teria pegado seu celular, diz polícia...

27 JAN 2021
27 de Janeiro de 2021
Vítima chegou a tomar o revólver, atirar no marido e jogar o filho por cima do muro para protegê-lo, mas foi baleada pelas costas e morreu. Homem está preso e responde por feminicídio.O guarda civil municipal Anderson Gomes Pedro Pupim, de 40 anos, matou a esposa após ter ameaçado com uma arma o enteado, de 6 anos, por acreditar que ele tinha pegado seu celular, segundo a Polícia Civil informou nesta quarta-feira (27). Caroline Conceição do Nascimento chegou a tomar o revólver, atirar no companheiro e jogar o filho por cima do muro para protegê-lo, mas foi baleada na sequência e morreu. A defesa do homem afirmou que ele agiu em legítima defesa.

A polícia informou que concluiu o inquérito e indiciou o guarda pelo crime de feminicídio. As investigações mostraram que, no dia 1º de janeiro, Caroline estava em casa com o filho, em Goiânia, e começou a discutir com o esposo por conta da agressividade dele com o enteado.

Segundo a polícia, Anderson acusava o menino de sumir com seu celular dele e apontou a arma para o garoto, o ameaçando de morte. Para proteger o filho, Caroline conseguiu tomar a arma e atirar contra o marido no tórax.

Como o portão da casa estava trancado e a chave estava com o guarda, Caroline pegou o menino e o jogou por cima do muro, para que uma vizinha a ajudasse a salvá-lo. Momentos depois, Anderson, ferido, conseguiu pegar a arma e atirar pelas costas da esposa, que morreu no local.


"O Anderson alegou legítima defesa, mas a versão dele é divergente dos laudos que temos. Temos indícios de histórico de violência contra a vítima e a versão dele de como aconteceram os fatos não bate com os laudos que foram feitos no local", explicou o delegado Rilmo Braga.
A defesa do guarda civil informou que ele agiu em legítima defesa durante uma briga motivada pelo fato dele ter dormido fora no dia anterior e a esposa acreditar que Anderson estava com outras mulheres. Diante disso, ela teria feito transferências bancárias pelo celular de cerca de R$ 12 mil da conta dele para a dela.

Ainda de acordo com a defesa, Caroline pegou a arma do guarda que estava dentro do guarda-roupas e atirado contra ele. Em seguida, passou o filho pelo muro e voltou, ainda armada. Nesse momento, Anderson conseguiu pegar a arma e atirou quando ela ameaçou buscar uma faca.

Em nota, a Guarda Civil Metropolitana informou que Anderson Gomes já estava afastado das funções operacionais e administrativas há alguns anos e que ele recebia tratamento pela assistência social da guarda.

A GCM lamentou o fato, se colocou à disposição da Justiça para esclarecer os fatos e afirmou que não compactua com qualquer tipo de violência.

Após o crime, o menino foi levado pelos avós para Macapá (AP), onde o restante da família mora. O guarda foi socorrido e levado ao hospital. Ele recebeu alta e foi transferido para o presídio de Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. O homem vai responder por feminicídio, com os agravantes de motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima.
Por Vitor Santana, G1 GO
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