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VITÓRIA 87FM

PMs dizem que não sabiam que bebê que morreu afogado estava na casa quando pai foi preso, em Planaltina....

29 JUL 2020
29 de Julho de 2020
Menino de 1 ano ficou apenas com os irmãos após a detenção e foi achado morto. Pai foi preso suspeito de roubo, mas não foi reconhecido pela vítima e liberado em seguida. Família acusa policiais de negligência durante a abordagem.Os policias militares que participaram da operação que terminou com um bebê morrendo afogado após a prisão do pai dele disseram em depoimento que não sabiam que tinha crianças em casa quando fizeram a abordagem, em Planaltina, no Entorno do Distrito Federal. A família do menino acusa a PM de negligência na ação. Uma reconstituição será feita para tentar esclarecer as versões.

Miguel Tayler Pereira Gualberto, de 1 ano, morreu no dia 3 de julho. Segundo a família, ele estava com o pai, o agente de monitoramento Jonas Pereira Gualberto, e mais dois irmãos, de 3 e 6 anos, em casa, quando a PM chegou e prendeu Jonas por suspeita de participar de um roubo. A mãe das crianças estava no supermercado.

"Meus meninos estavam no quarto, assistindo [TV] no começo da casa. No momento que saí no portão para pegar a vassoura, eles [policias] já me algemaram e falaram que eu estava preso. Não me explicaram, não falaram nada. Só colocaram a algema e me levaram", afirmou Jonas.

Após levarem Jonas para a delegacia, Miguel Tayler teria caído na piscina e morrido afogado. Como não foi reconhecido pela vítima do roubo, o agente de monitoramento foi liberado. Porém, ainda na delegacia, recebeu a notícia da morte do filho.


O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da PM por e-mail e mensagem às 11h05 e aguarda um retorno para saber se há uma investigação sobre a operação.


O delegado Antônio Humberto Soares, responsável pelo caso, afirma que já ouviu quase todos os policiais envolvidos na ação. "Eles disseram que não sabiam que tinham crianças dentro da casa, pois a abordagem aconteceu do lado de fora. Vamos fazer uma reprodução simulada do dia com todos os envolvidos para tentar esclarecer toda dinâmica”, disse.

A Polícia Civil apontou que os militares estiveram no local duas vezes em um intervalo de 15 minutos. Na primeira vez, entraram na casa do cunhado de Jonas, que mora na casa ao lado. Momentos depois, voltara e encontraram o pai da vítima ao portão e fizeram a prisão.

O delegado explicou que, além da morte de Miguel, o inquérito apura se toda ação da PM aconteceu dentro da legalidade.

Na época da operação, a PM informou que Jonas foi preso suspeito de roubo, mas que no momento outros familiares estavam na residência, "entre eles a esposa, a irmã e o cunhado, além de seus três filhos". A corporação completou que "diante desta situação de tamanha comoção, nenhum fato ficará sem a devida e correta apuração".
Por Vitor Santana, G1 GO
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