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VITÓRIA 87FM

Mulher que denunciou caso de assédio em vagão de trem diz que está sendo ameaçada...

08 JUL 2020
08 de Julho de 2020
De acordo com o relato de Larissa Almeida, homem praticou gesto obsceno dentro do trem. Ela usou o celular para gravar imagens do rapaz e registrou o caso na delegacia,Larissa Almeida denunciou um caso de assédio dentro de um vagão de trem da Supervia, no ramal de Japeri, Rio de Janeiro, no começo da semana. Ela usou o celular para gravar imagens do rapaz, ainda dentro do transporte público, e registrou o caso na 63ªDP, na Baixada Fluminense.

No Encontro, Larissa contou o que aconteceu na ocasião e ainda disse que está sendo ameaçada pela mulher do homem que foi filmado no trem. Veja o relato!

"Quando entrei no trem, cochilei até Nilópolis. Só que quando cheguei em Nilópolis, liguei para o meu esposo para avisar onde eu estava. Foi aí que comecei a reparar que tinha um rapaz que estava me encarando. Deixei pra lá. Comecei a olhar para fora e fiquei na minha. Só que continuou daquela forma. Imaginei que ele fosse sair e acabaria. Chegamos em Austin e ele se levantou. (...) Quando vi, ele sentou na minha frente, como dá para ver na imagem. A gente ficou com as pernas praticamente coladas. Foi quando comecei a reparar que ele olhava muito para as minhas pernas e começou a fazer um ato obsceno o tempo inteiro."


"Comecei a me sentir desconfortável, mas, até então, eu não tive reação. Continuei olhando para fora. Quando a gente saiu de Austin e foi para Queimados, eu liguei para o meu esposo e falei: 'amor, estou no tal lugar, você está onde?, já estou chegando...' Para demonstrar para ele que alguém sabia onde eu estava (...)."

"A gente parou em Queimados. O trem ficou uns cinco minutinhos com as portas abertas. Nisso comecei a reparar que ele intensificou cada vez mais os movimentos e olhar para as minhas pernas. (...) Eu fiquei muito constrangida e olhei para o lado de fora. (...) A caminho de Engenheiro Pedreira, que era a minha estação, comecei a ficar cada vez mais incomodada. [Ele] fixou o olho nas minhas pernas. Comecei a encarar e ele me encarou também. Falei: 'agora vai parar. Ele viu que eu vi'. Mas não. Ele voltou."

"Quando ele voltou, me subiu um ódio tremendo. Pensei: 'vou levantar'. Mas eu não consegui só levantar. Foi no momento em que eu pensei na minha filha. Já sofri assédio antes, mas foi a primeira vez que aconteceu depois que a minha filha nasceu. Pensei: 'não quero que minha filha passe por isso nunca. Para isso, eu tenho que lutar pelo direito'. Comecei a gritar com ele e falava: 'vou te denunciar'. Tive a ideia de pegar o meu telefone e gravar. Pelo menos assim eu teria a cara dele."

"(...) Não tive ajuda alguma de ninguém. As pessoas só olhavam. Quando eu estava esgotada, a gente praticamente chegando à estação de Engenheiro Pedreira, o trem estava ruim, deu uma parada. Falei: 'não dá mais pra mim, tenho que sair daqui'. Foi quando eu saí e fui para o outro vagão. Quando coloquei o pé no outro vagão, eu desabei. (...) O pessoal do vagão começou a gritar que ele ainda estava atrás de mim. Ele saiu do vagão que ele estava e foi para o vagão que eu fui."


"(...) Fui para o DPO junto com umas três ou quatro meninas. A gente subiu a escada e, até então, ele estava atrás de mim. (...) Pensei: 'vou chamar um amigo meu conhecido e vou levar no DPO'. Chegando no DPO, o policial falou que eu não ia conseguir fazer o boletim porque tinha que fazer on-line. Eu falei que estava sendo seguida. Eu estava me sentindo ameaçada, porque o homem veio atrás de mim. Eu não sabia quem era. Saí de lá frustrada com esse meu amigo. Quando saí na porta do DPO, dei de cara com ele, com o cara que me assediou."

"Falei pro meu amigo: 'é ele'. Meu amigo chegou e perguntou: 'o que aconteceu?' Ele perguntou o que esse amigo era meu. Ele falou para o meu amigo assim: 'nós somos homens, é isso que a gente faz'. Ele assumiu o que ele tinha feito. Quando o policial que me atendeu viu essa confusão, porque meu amigo foi pra cima dele, foi enquadrar o rapaz que me assediou e colocou ele dentro do DPO. Ele, vendo a gravidade, falou que ia ligar para uma viatura para que fosse buscar o rapaz. E para eu também me encaminhar para a 63ªDP para fazer o boletim de ocorrência."

"(...) Eu não consegui ir para casa. Minha filha tem oito meses. Não consegui ficar sozinha com ela, preciso de ajuda, não estou dormindo. Ontem fiquei mais de 24 horas sem me alimentar. Meu esposo, minha família estão o tempo todo do meu lado. Estou tendo episódios de medo. Mesmo assim, não estou me calando. Fui ameaçada. Fui ameaçada pela esposa do rapaz. Ela falou que viria atrás de mim. Ela falou isso numa rede social. (...) Ela falou que, pela segunda vez, isso aconteceu por engano. Da primeira vez não foi denunciado. Pela segunda vez estão cometendo essa injustiça com ele. Ela usou palavras chulas para se referir a mim."


Claudia Moraes, tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, comentou a atitude de Larissa e orientou: "A Larissa foi extremamente corajosa. A atitude dela não é o comum. Algumas mulheres congelam em situações como essa, não esboçam reação. Às vezes, é o que facilita o abusador concluir o que ele deseja fazer. (...) E é começar a produzir provas. Uma coisa importante é tentar sair da situação. Mas ela faz essa produção de provas e buscou ajuda quando ela saiu. Essa questão de produção de provas, de buscar testemunha e de conseguir reter esse autor é a melhor coisa."
Por Gshow — Rio de Janeiro

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