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VITÓRIA 87FM

'Minha filha não está podendo estudar por causa do racismo', diz pai de estudante vítima de ofensas por colegas...

21 MAI 2020
21 de Maio de 2020
Mamour Sop Ndiaye revelou que estuda acionar judicialmente colégio particular e também autores de comentários; polícia investiga o caso,O professor universitário Mamour Sop Ndiaye, de 45 anos, disse, nesta quinta-feira, que estuda acionar judicialmente o Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e colegas de sua filha, Ndeye Fatou Ndiaye, de 15, que a ofenderam com mensagens racistas num grupo de WhatsApp, como revelou o jornalista Ancelmo Gois. Mamour disse que não deixará mais que a adolescente frequente as aulas on-line e decidiu tirá-la do colégio.
- Não quero deixá-la naquele ambiente. Minha filha quer fazer Medicina, um dos cursos mais concorridos. E ela não está podendo estudar por causa do racismo. Agora, está no seu quarto, procurando conteúdo na internet, para se manter atualizada - disse Mamour.

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A 9ª DP (Catete) fez um registro de ocorrência sobre o caso. A Polícia Civil informou que "diligências estão em andamento". Mamour e a filha foram chamados para prestar depoimento na delegacia na tarde desta quinta.

A filha mais nova do professor, de 8 anos, estuda no Colégio Franco-Brasileiro. Ela ainda está participando das aulas on-line, mas a ideia do pai é também tirá-la da instituição:

- Como é mais novinha, ela é mais apegada aos coleguinhas. Mas já estou conversando com ela para prepará-la.

Mamour contou que desde de que o caso foi divulgado, ele e a família vêm recebendo muito apoio.

- Somos muito acolhidos, tanto nas redes sociais quanto nas ruas. O Brasil tem isso: para cada pessoa que faz o mal, existem dez para fazer o bem - disse.

Com relação aos pais dos estudantes responsáveis pelas ofensas racistas, ele contou que não foi procurado por nenhum deles:

- Um dos colegas procurou a minha filha, mas a orientei a não responder.

As ofensas
“Dou dois índios por um africano”, “quanto mais preto, mais preju", “fede a chorume”. Essas foram algumas das mensagens racistas escritas no grupo de WhatsApp para se referir a Fatou. O episódio criminoso repercutiu nas redes sociais e artistas como Taís Araújo e Iza manifestaram solidariedade à adolescente.

Os autores das mensagens fazem, ainda, uma série de declarações racistas comparando negros a objetos comercializáveis. Um deles chega a dizer que “venderia” a colega em um site de negócios quando ela completasse 18 anos, “que aí vale mais”. Um dos adolescentes também sugere pintar duas outras colegas de marrom e comprá-las, ao que outro responde: “quando a gente usar demais, a gente vende na OLX”.

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A jovem, que entrou no colégio aos 5 anos, contou que descobriu as mensagens através de um amigo que participava do grupo onde elas foram enviadas. Após sair da conversa, o rapaz tirou fotos e encaminhou para a menina.
Ana Carolina Torres,          Rádio Vitória#radiovitoriafm #radioemaparecida #radiogoiania #radionotiacias#radiodeaparecidadegoiania
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