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VITÓRIA 87FM

Operação cumpre mais de 50 mandados de busca e apreensão em GO e em SP para apurar fraudes no Ipasgo...

14 MAI 2020
14 de Maio de 2020
Polícia Civil procura documentos, celulares, computadores, entre outros elementos que indiquem a relação dos investigados com o instituto. Segundo a corporação, os prejuízos podem chegar a R$ 20 milhões.A Polícia Civil cumpre, nesta quinta-feira (14), 53 mandados de busca e apreensão pela Operação BackDoor II, que apura fraudes no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo). Segundo a corporação, os prejuízos podem chegar a R$ 20 milhões.

O Ipasgo informou, em nota que, que as investigações se referem a ações iniciadas em gestões passadas. Além disso, o instituto afirmou que "apoia de forma incondicional a operação Backdoor II" e que "todas as informações solicitadas pelos órgãos de controle estão sendo fornecidas" (veja a nota na íntegra ao fim do texto).

De acordo com a polícia, são 25 pessoas e 27 empresas investigadas em dez cidades goianas e São Paulo (SP). De acordo com a corporação, foi solicitado ainda o bloqueio de mais de R$ 80 milhões das contas dos investigados.

A primeira fase foi realizada em julho de 2019, quando a Polícia Civil apurou a participação de servidores do Ipasgo em esquema de fraudes em pedidos de exames.

À época, a corporação descobriu que muitos desses envolvidos eram funcionários terceirizados de uma empresa contratada pelo instituto, por isto, continuaram as investigações. As apurações apontaram que houve fraude em licitações envolvendo a companhia citada e nas auditorias.


Na etapa da operação realizada nesta quinta-feira, os policiais buscam documentos, celulares, computadores, entre outros elementos que possam indicar qual a relação dos investigados com o Ipasgo.

A BackDoor II tem mandados sendo cumpridos em: Goiânia (27), Anápolis (7), Ceres (8), Aparecida de Goiânia (1), Inhumas (1), Itapaci (1), Jaraguá (2), Caldas Novas (1), Rialma (1), São Patrício (3) e São Paulo (1). Fazem parte da ação 236 policiais civis e 50 peritos.

Investigações
A apuração é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geccor). Os investigadores apontaram que houve desvio de finalidade na fiscalização dos contratos.

O delegado Maurício Passerini explicou que as investigações levaram a Polícia Civil a uma empresa de Tecnologia da Informação que prestava serviços para o Ipasgo. "Hoje nós sabemos que os personagens são profissionais da TI que atuam no Ipasgo, clínicas, laboratórios e grandes hospitais", explicou.

De acordo com ele, o Ipasgo pagou por procedimentos que não foram feitos e medicamentos que não foram usados.

"[Funcionava assim]: a pessoa estava internada, usava um medicamento e lançava-se cinco. Na auditoria viam o excesso, tiravam, mas, depois, eram lançados de novo antes do pagamento e eram pagos todos os medicamentos", explicou.
Operação Backdoor II — Foto: Divulgação/Polícia Civil
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De acordo com as investigações, a empresa que, até então, prestava serviços para o Ipasgo tem como sócios as mesmas pessoas que atuavam no contrato anterior, mas com outra companhia. Eles teriam fraudado a licitação para se manter no local.


As apurações apontaram ainda que um servidor do Ipasgo atuou em todo o processo licitatório, inclusive, realizando pregão presencial ao invés do eletrônico, como de costume.

Também segundo a Polícia Civil, as duas empresas funcionavam no mesmo prédio, e a primeira teria fornecido à segunda um atestado de capacidade técnica para que fosse considerada apta a participar da licitação. Os investigadores apontaram que esse documento é ideologicamente falso, porque apresentava valores que não eram proporcionais ao volume de atividade da companhia.

Os policiais apuraram ainda que um dos sócios da empresa que atualmente presta serviço ao Ipasgo foi o responsável técnico da empresa antecessora.

A Polícia Civil informou que os envolvidos podem responder por: organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação e fraude em licitação.

Empresas investigadas
Um dos endereços em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão é de uma empresa de tecnologia, GT1, que fica na capital. Advogada que representa a companhia, Ana Carolina Ferrari, afirmou, por telefone, que a defesa não teve acesso a dados sobre o processo e só irá se posicionar após ser informada sobre a investigação.

Em Anápolis, a 55 km da capital, o Hospital de Olhos também foi visitado. A unidade disse que ainda não teve acesso às informações do processo.

Outro local que que foi alvo dos policiais foi o Instituto da Mama, também em Anápolis. A direção da empresa disse que "recebeu com surpresa os fatos que envolvem a Operação BackDoor II", que "tem cooperado, em razão do interesse na elucidação dos fatos, desde os primeiros momentos e já disponibilizou aos investigadores todos os documentos, arquivos e materiais requisitados".

Os nomes das outras empresas em que foram cumpridos mandados não foram divulgados.

BackDoor I
Na primeira fase da operação, a Polícia Civil identificou que as fraudes aconteciam no sistema do Instituto mediante pagamento de propinas e resultaram em ganho de cerca de R$ 7 milhões.


À época foram investigados profissionais da área de TI, clínicas, laboratórios e hospitais. As investigações apontaram que era criado um usuário fantasma no sistema que realizava vários tipos de manobras indevidas para autorizar exames, cirurgias, entre outros.

Segundo a corporação, foram cobrados do Ipasgo procedimentos não realizados e medicamentos que não foram usados.

Veja nota do Ipasgo
A nova gestão do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo) apoia de forma incondicional a operação Backdoor II, que apura corrupção envolvendo hospitais e laboratórios particulares com envolvimento de colaboradores do plano de assistência. Todas as informações solicitadas pelos órgãos de controle estão sendo fornecidas.

O Ipasgo esclarece que as investigações se referem a ações iniciadas em gestões passadas e podem ter sido facilitadas pela fragilidade do sistema de tecnologia do órgão. Atualmente, o instituto possui mais 40 sistemas de tecnologias, que não são integrados e têm defasagem, que permitem, por exemplo, lançamento de serviços não realizados e desvios financeiros. Como apura a Polícia Civil do Estado nas operações Backdoor II, Morfina e Metástase.

A gestão do plano espera que todos os fatos relativos a tais denúncias sejam adequadamente apurados. Desde o início do ano passado, o Ipasgo atua para fortalecer as medidas de transparência e o combate à corrupção. Uma comissão de ética e transparência foi instaurada e fez levantamentos técnicos sobre a situação do plano. Os primeiros indícios de fraudes e desvios apareceram nestas auditorias internas e os dados foram reportados à Controladoria Geral do Estado (CGE).

Em 2019, o Ipasgo também aderiu ao Programa de Compliance Público e, seguindo as determinações do governador Ronaldo Caiado, está implementando, de forma contínua, ações para ampliar a transparência, gestão de riscos e controle dos atos, com o objetivo de combater quaisquer atos de corrupção na administração pública.

A nova gestão do Ipasgo defende a modernização dos sistemas de tecnologia e gestão, bem como o fortalecimento das ferramentas de combate a? corrupc?a?o para conter estes tipos de fraudes e irregularidades, que podem colocar em risco a sustentabilidade do plano e, consequentemente, o atendimento de sau?de de milhares de cidada?os goianos.

Ao longo dos anos de 2019 e 2020, a nova gestão do Ipasgo trabalhou pela recuperação financeira do plano. Neste período, foram pagas as dívidas deixadas pelos governos anteriores com a rede credenciada de mais de R$ 500 milhões. Após esta etapa, os pagamentos para empresas e profissionais credenciados ao Ipasgo foram regularizados e as datas de quitações foram unificadas pela primeira vez na história do plano.

O plano de assistência realizou revisão de contratos, acordos e convênios, que permitiu uma economia média de R$ 50 milhões. Ao final de 2019, a nova gestão alcançou um equilíbrio histórico nas contas anuais e o Ipasgo fechou o período com superávit. Entre 2013 e 2018, o órgão teve déficits crescentes e balanços anuais somente negativos.

A nova gestão ampliou a rede credenciada e novos serviços de saúde passaram a ser oferecidos em várias regiões do Estado, como Entorno do Distrito Federal, região metropolitana e oeste goiano. Em Aparecida, a nova gestão inaugurou a primeira unidade do projeto Ipasgo Clínicas, que agora oferece pronto atendimento 24 horas para crianças e programa saúde da mulher.
Por Vanessa Martins, G1 GO
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Rádio Vitória#radiovitoriafm #radioemaparecida #radiogoiania #radionotiacias#radiodeaparecidadegoiania
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