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VITÓRIA 87FM

Empresário suspeito de agredir funcionário por acreditar que ele furtou R$ 8 mil é indiciado por tortura, em Aparecida de Goiânia...

13 MAR 2020
13 de Março de 2020
Segundo delegado, não restam dúvidas do crime. Vítima, que ficou com inúmeros hematomas, disse que levou socos, chutes, pauladas e por pouco não foi eletrocutada. Defesa negou tortura e alegou tratar-se de lesão corporal.O empresário suspeito de agredir um funcionário por mais de quatro horas em Aparecida de Goiânia foi indiciado por tortura e dano qualificado, de acordo com o delegado Divino Batista dos Santos. Segundo ele, o suspeito admitiu ter agredido o trabalhador para que ele confessasse um suposto furto de R$ 8 mil. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (13).

"O próprio autor afirmou em depoimento que usou a barra de ferro que ficava na piscina para agredir a vítima. Não restam dúvidas da tortura", afirmou Divino.
De acordo com o delegado, o empresário também irá responder por ameaça e invasão de domicílio, por entrar na casa da mãe do funcionário e ameaçá-la após torturar o filho dela.

Ao G1, a defesa do empresário Silvano Ferreira de Souza, suspeito de torturar o funcionário, informou que o cliente ainda não foi intimado e que, assim que for, irá se inteirar do processo para realizar a defesa.

O advogado Ademir Luiz da Silva, que representa o empresário, chegou a manifestar, no início deste mês, que não se tratava do crime de tortura, mas sim de lesão corporal. No entanto, o delegado afirma que o argumento não procede.

"De forma nenhuma [foi lesão corporal]. Desde o início ele [suspeito] falou que a intenção dele era fazer que a vítima confessasse o crime e dissesse onde estava o dinheiro. A tortura exige um fim específico e, neste caso, o fim específico era obter o dinheiro ou a indicação de onde estaria", disse.

Em relação à denúncia feita pelo empresário do suposto furto de R$ 8 mil, o delegado afirmou que isso ainda está sendo investigado e se encaixa em outro inquérito.


Tortura, ameaça e cobrança
O crime aconteceu no sábado (22), na casa do empresário investigado pelo crime, que fica no Jardim Florença.

A vítima, que ficou com vários hematomas pelo corpo, diz que apanhou com socos e pauladas e por pouco não foi eletrocutada. Apesar de negar ter furtado o dinheiro, ele disse que confessou o crime com o único intuito de parar de apanhar.

O advogado da família da vítima, Luciano Mori, disse que além de invadir a casa, o empresário também rondou a residência onde a vítima mora com os pais e um irmão, o que também configura, segundo ele, uma ameaça.

“A mãe dele sofreu ameaça do patrão. Ela ficou muito abalada. Ele também está passando pela casa da vítima com o carro, intimidando a vítima. Eles temem que algo aconteça. Vizinhos relataram que ele está passando lá em vários horários diferentes”, afirma.
Por Lis Lopes, G1 GO....
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