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VITÓRIA 87FM

Boate onde dois seguranças foram mortos a tiros está se recusando a ceder imagens do circuito interno, diz polícia...

09 MAR 2020
09 de Março de 2020
Delegado afirma que gerente pediu para polícia procurar proprietário, que não atende as ligações. Além dos servidores mortos, outras duas pessoas foram baleadas. Suspeito já foi identificado e é procurado.O delegado Vinícius Penna, que apura as mortes de dois seguranças dentro de uma boate em Itumbiara, no sul de Goiás, disse que os donos do estabelecimento estão se negando a fornecer imagens do circuito interno de segurança. Ele afirma que o registro é fundamental para a investigação. Além das mortes, outras duas pessoas também foram baleadas.

"O agente falou como gerente no local, e ele disse que não tinha jeito, que tinha que ver com técnico e pediu para falar com o dono. A gente não consegue falar com o dono. Ninguém atende. Essas imagens têm que ser colhidas rapidamente, porque se a memória for curta, em dois ou três dias já grava em cima", disse Penna ao G1.

A reportagem contatou os proprietários da boate por mensagem de texto e ligações em duas ocasiões: na tarde de domingo (8), dia do crime, e também na tarde nesta segunda-feira (9), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O delegado disse que, em virtude da posição da boate, já entrou com pedido de busca e apreensão na Justiça para tentar ter acesso ao material.



Os seguranças que morreram na confusão foram Jorge Pereira Bessa, 42 anos, e Welder Estevam de Moura Daniel, 36. Ambos são velados em Itumbiara.

As identidades dos outros dois baleados - um terceiro segurança e um cliente - não foram divulgadas. Eles foram socorridos e levados para o Hospital Municipal de Itumbiara, mas não há informações sobre o quadro clínico deles.

Briga por copo
A Polícia Civil já identificou o suspeito dos tiros. Trata-se de Pedro Henrique Silva Soares, de 19 anos. Segundo testemunhas, ele estava acompanhando de ao menos mais sete amigos - cinco homens e duas mulheres. O delegado afirmou que a confusão se iniciou por um motivo banal.


Seis seguranças que trabalham na boate já foram ouvidos. A polícia procura pessoas que estavam na boate para também colher os depoimentos.

DJ elogia seguranças
O DJ Renato Borges, que havia acabado de tocar no local, se machucou por pular no chão para tentar fugir dos disparos. Ele elogiou a atuação dos seguranças na ocorrência.


"Estava dois metros atrás dele, desmontando meu equipamento. O segurança abriu os braços na minha frente e falou para eu me jogar. Foi quando me machuquei. Ele morreu na minha frente", desabafa.

"Estou muito triste pelo que aconteceu, sou imensamente grato à equipe de segurança e, principalmente, a esse que entrou entre eu e o atirador. Eles foram heróis. Se não fosse ele, tenho certeza que seria uma vítima", complementa o DJ.
Por Sílvio Túlio, G1 GO...
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