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VITÓRIA 87FM

Jovem acusa hospital de negligência após morte das filhas gêmeas durante a gestação, em Goiânia...

13 FEV 2020
13 de Fevereiro de 2020
Manicure diz que foi à unidade de saúde três vezes sentido fortes dores, mas em todas foi atendida e liberada. Quando voltou para fazer o parto, na 36ª semana de gestação, descobriu que as filhas estavam mortas: 'Muita dor'.Uma manicure de 23 anos acusa de negligência o Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, após as mortes de suas filhas gêmeas, ainda no ventre. Vanessa Freitas Lima diz que procurou a unidade de saúde por três vezes - já no final da gravidez - sempre sentindo fortes dores. Porém, alega que sempre era liberada depois dos atendimentos, mesmo diante das reclamações.

O HMI informou, por e-mail, que durante o acompanhamento no hospital, a paciente passou por todos os exames necessários e que os resultados foram normais, "portanto, não justificava interrupção precoce da gestação". A unidade completou que, "até o momento, não foi detectada uma causa aparente para o óbito fetal e que os fetos foram encaminhados ao IML para investigação" (veja a nota na íntegra ao fim do texto).

A jovem, ainda bastante abalada, disse que quer saber o que aconteceu com suas filhas e acredita que, se tivesse recebido atendimento de outra forma, suas filhas poderiam ter sobrevivido.

"Acredito que teve negligência deles, porque eu procurei eles com dores . Eles sempre falavam para esperar mais. Já não estava aguentando, nem dormia mais de tantas dores, mas eles falavam que era normal", afirma.
Ela também afirma que registrou uma ocorrência na Polícia e Civil e já constituiu um advogado. A jovem aguarda a emissão do laudo cadavérico.


Dores e morte das filhas
Vanessa disse que teve deslocamento de placenta e foi encaminhada para fazer o pré-natal no HMI, mas afirmou que a gestação foi tranquila.

Segundo ela, no dia 18 de janeiro, com muitas dores, ela foi até o HMI e precisou ficar internada por quatro dias até receber alta. Em casa, ela voltou a se sentir mal e retornou ao hospital no dia 29. Na ocasião, segundo ela, foi levantada a suspeita de Transfusão Feto-Fetal. Isso ocorre quando os gêmeos compartilham os vasos sanguíneos na placenta. Isso pode prejudicar e até provocar a morte dos bebês.

"Nesses casos, tem que tirar [os bebês], mas falaram que estava normal e me liberaram", afirma.

Vanessa voltou para casa, mas tornou sentir dores fortes e foi outra vez ao hospital, no dia 31. Ela conta que, naquela data, na 36ª semana, um exame constatou que as bebês ainda tinham batimentos.

A jovem afirma que ficou marcado para que ela retornasse no dia 3 de fevereiro para retirar os bebês. No entanto, quando chegou, em uma nova checagem, pela manhã, ela descobriu que as filhas não tinham mais batimentos e já estavam mortas.

No mesmo dia, à tarde, foi feita uma cesariana para retirar os fetos, que foram sepultados dois dias depois, quando ela recebeu alta.

“Muito dor. Choramos demais eu e meu esposo. Não tinha reação nenhuma”, lamenta.
Nota do HMI
A direção do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) informa que a paciente V.F.L., com gestação gemelar, de 36 semanas, foi admitida no Hospital Materno Infantil no dia 03/02/2020 (segunda-feira), por volta das 8h30, com queixa de ausência dos MVF (movimentos fetais) há um dia. A paciente foi prontamente atendida, passou por avaliação médica ultrassonografia que evidenciou óbito fetal.

Com o diagnóstico, a paciente foi internada e submetida a uma cesariana, após período de jejum, sem intercorrência.

O HMI informa ainda que a paciente fez o seu acompanhamento de pré-natal na rede básica de saúde, realizando apenas duas consultas no pré-natal de alto risco da unidade, nos dias 24 e 31 de janeiro de 2020, onde a paciente foi orientada a retornar ao HMI no dia 3 de fevereiro para realizar a cesariana.

Vale esclarecer que durante o acompanhamento no HMI, a paciente passou por todos os exames preconizados para gestação gemelar: ultrassom e de avaliação do bem-estar fetal. Todos os resultados foram normais até a última consulta do dia 31 de janeiro, portanto não justificava interrupção precoce da gestação.

O HMI informa também que, até o momento, não foi detectado uma causa aparente para o óbito fetal e que os fetos foram encaminhados ao IML para investigação.
Por Sílvio Túlio, G1 GO
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