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VITÓRIA 87FM

Presidente e funcionário da Câmara de Formosa são presos suspeitos de dispensa indevida de licitações...

11 SET 2019
11 de Setembro de 2019
Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na casa dos detidos e de pessoas ligadas a empresa suspeita de participar do esquema.O presidente e o controlador interno da Câmara de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, foram presos nesta quarta-feira (11) suspeitos de fraudes em licitações. Edmundo Nunes Dourado e Humberto Serafim Mendonça, respectivamente, foram presos preventivamente, após seres denunciados pela prática de crimes de associação criminosa e dispensa indevida de licitações.

O procurador jurídico da Câmara Municipal de Formosa, Klayton Costa, disse, em nota, que não teve acesso aos autos do processo, “nem foi formalmente notificado do cumprimento de qualquer medida”. Mesmo assim, o procurador afirma que vai cumprir “qualquer determinação judicial”.

O G1 não conseguiu localizar a defesa de Edmundo e Humberto até a publicação desta reportagem.

As prisões ocorrem no âmbito da operação chamada de “Numero sete”, realizada pelo Ministério Público do Estado de Goiás e Polícia Civil. Além dos mandados de prisão, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas casas dos presos e de pessoas ligadas a uma empresa suspeita de participar do esquema.

Segundo a denúncia, o vereador utilizou da condição de presidente da Câmara para adquirir produtos e mercadorias sem licitação e favorecer amigos do estabelecimento comercial denunciado. Ainda de acordo com o documento, isso ocorreu nos anos de 2016, 2018 e 2019.


A empresa suspeita de ter sido favorecida pelo então presidente da câmara, Edmundo Nunes Dourado, informou, também em nota, que está colaborando com as investigações para esclarecer os fatos, do qual afirmou ainda que “não houve quaisquer irregularidades”.

Além dos mandados de busca e apreensão, o juiz Fernando Oliveira Samuel, da Segunda Vara Criminal de Formosa, decidiu pelo bloqueio de bens dos acusados para assegurar o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.


Por Danielle Oliveira, TV Anhanguera....
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