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VITÓRIA 87FM

Carnaval tem estreia de bloco contra assédio e outras festas em Goiânia...

05 MAR 2019
05 de Março de 2019
Pela primeira vez na capital, Bloco Não é Não alerta para a importância de se divertir com responsabilidade e respeito. Mercado da 74 fica lotado de foliões em último dia de festa.Os foliões da capital goiana se reúnem em diferentes pontos da cidade para aproveitar o último dia de carnaval. Nesta terça-feira (5), Goiânia oferece diversão, por exemplo, no Bloco Não é Não, que prega folia com respeito, e no Mercado da 74, que oferece shows de graça e reúne dezenas de pessoas aproveitando as últimas horas de festa.

No Mercado 74 a programação do último dia de folia começou por volta de 12h e o espaço logo lotou. Além de DJs o cantor Fausto Noleto e banda agitaram os participantes do evento, que tem entrada gratuita.

O público se manteve animado mesmo com a chuva. Fantasiada de índia e homenageando seus ancestrais, Priscila Costa Madureira, de 44 anos, veio do Mato Grosso para curtir o carnaval em Goiânia.

"Estou vindo desde de sexta-feira e tem tanta gente que nem dá para dançar direito. Está muito animado. Vai deixar saudade", disse Priscila.
Priscila Costa Madureira, 44 anos, se fantasiou de índia para participar do carnaval em Goiânia, Goiás 
A fonoaudióloga Tânia lemos, de 50 anos, passou os demais dias de carnaval em Brasília, mas voltou no último só para curtir o Mercado com as amigas.

"Aqui é muito bom. Já dancei, comi, tomei chuva. Sempre venho um dia e é assim nos últimos três anos", afirmou
Fonoaudióloga Tânia lemos, de 50 anos, que participa do carnaval no Mercado da 74, em Goiânia 


As irmãs Vanessa, de 39 anos, e Cristina Madureira, de 45, fizeram maquiagens especiais de pantera a negra e tigresa para curtir o último dia de folia. Moradoras de Goiânia, elas pularam carnaval o final de semana todo com a família.

"Estamos aproveitando bastante ", contou Cristiana.
Irmãs Vanessa e Cristina Madureira que se fantasiaram de pantera negra e tigresa para curtir carnaval no Mercado da 74 — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1 Irmãs Vanessa e Cristina Madureira que se fantasiaram de pantera negra e tigresa para curtir carnaval no Mercado da 74 — Foto: 

Não é Não
Em clima de diversão e contra o assédio, cerca de 300 pessoas se reúnem no Hostel 7, na Avenida T-2, quase esquina com T-10. O bloco, organizado por um grupo de 50 feministas, começou em 2017 na cidade de Goiás, mas neste ano foi transferido para Goiânia e tem entrada gratuita.

De acordo com uma das organizadoras, a psicóloga Cida Alves, o bloco é uma forma não só de alertar sobre a importunação sexual, mas contra todo tipo de intolerância, inclusive a homofobia.

"Desde de 1997 atendo mulheres vítimas da violência. O bloco visa essa conscientização contra qualquer tipo de abuso", disse Cida.
Irmã Sandra Ede, psicóloga Cida Alves e irmã Ana Rita, no Bloco Não é Não, em Goiânia — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1 Irmã Sandra Ede, psicóloga Cida Alves e irmã Ana Rita, no Bloco Não é Não, em Goiânia
Dando apoio ao evento, também estiveram três freiras do Coletivo de Mulheres do Noroeste de Goiânia. "Não poderíamos deixar de dar nosso apoio a este movimento contra o assédio", disse a freira Sandra Ede.

O grupo sai pelas ruas do Setor Bueno. O esquenta teve música, maquiagem solidária e apresentação de drag queens. O grupo também distribui adesivos com os dizeres "Não é Não".

Gabriele Camile de Almeida Montenegro com a filha Bruna, e Vanessa Ortiz com a filha Mariana — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1 Gabriele Camile de Almeida Montenegro com a filha Bruna, e Vanessa Ortiz com a filha Mariana — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1
Gabriele Camile de Almeida Montenegro com a filha Bruna, e Vanessa Ortiz com a filha Mariana — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1

O bloco reuniu pessoas de todas as idades. A comerciante Gabriele Camile de Almeida Montenegro, de 44 anos, e a gerente de recursos humanos, Vanessa Ortiz, de 40, levaram as filhas Bruna e Mariana, ambas de 11 anos.

As mães acreditam que o ambiente é uma forma de mostrar para as meninas a importância do respeito à diversidade. "Aqui é uma forma de ela aprender também a respeitar a todo mundo", disse Vanessa.
Por Rodrigo Gonçalves e Vanessa Martins, G1 GO



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