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VITÓRIA 87FM

 Juiz federal condena 17 policiais, ex-policiais e servidor público por envolvimento com jogos de azar em Goiás...

10 JAN 2019
10 de Janeiro de 2019
Eles respondem por participação em esquema descoberto na Operação Monte Carlo e que seria chefiado por Carlinhos Cachoeira.O juiz federal Rafael Ângelo Slomp condenou 17 pessoas por envolvimento com jogos de caça-níqueis e organização criminosa comandada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Entre os citados na decisão estão policiais, ex-policiais e servidores públicos. Conforme o documento, duas pessoas foram absolvidas das denúncias.

Procurada pelo G1, a defesa de Cachoeira informou que ele "não é parte no processo e, por isso mesmo, não pode falar sobre uma sentença que envolve outras pessoas".

A sentença foi dada no último dia 19 de dezembro. Conforme o documento, todos tiveram a perda do cargo decretada. Os condenados respondem por crimes de formação de quadrilha, violação de sigilo funcional, corrupção e peculato. As penas variam entre 20 anos e um ano de prisão.

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) informou que todos foram denunciados após a Operação Monte Carlo, que investigou quadrilha que explorava jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal, que seria chefiada por Carlinhos Cachoeira. O órgão disse ainda que foram mais de 80 acusados no total por envolvimento com o grupo.

Conforme o MPF, a decisão do juiz Rafael Ângelo Slomp se refere ao processo desmembrado do grupo total para se referir somente a policiais, ex-policiais e servidores públicos.
Monte Carlo
A Operação Monte Carlo foi deflagrada em 2012 e prendeu, entre outras pessoas, Cachoeira, apontado pelas investigações como chefe da organização criminosa. Até agosto de 2018 ele cumpria pena em regime semiaberto por fraudes na Lotérica Carioca. O G1 tenta contato com a defesa para saber se ele teve alguma pregressão de pena.

Na época da operação, foi constatada a existência de uma espécie de “franquia” do crime. Por meio da qual, seriam dadas autorizações para a exploração dos pontos de jogos a donos de galpões clandestino.

Também durante as investigações, a Polícia Federal apurou que servidores públicos recebiam propina mensal ou semanal para trabalhar a prol da organização, fechando locais que não tivessem autorização dos chefes da quadrilha, por exemplo.

A operação investigou crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, tudo desde 1999.
Por Vanessa Martins, G1 GO....
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