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VITÓRIA 87FM

Cibelle de Paula Silveira foi morta com um tiro na cabeça, durante um passeio ciclístico com o companheiro. Júri concluiu que Eduardo Francisco foi o mandante...

06 DEZ 2018
06 de Dezembro de 2018
Apontado como autor dos tiros foi condenado a 22 anos de reclusão.
Por Murillo Velasco, G1 GOO advogado Eduardo de Oliveira Francisco, de 34 anos, foi condenado a mais de 27 anos de prisão por mandar matar a mulher, a bancária Cibelle de Paula Silveira, de 31 anos, em Goiânia. A vítima foi assassinada em 2015 com um tiro na cabeça enquanto andava de bicicleta com o marido. Inicialmente, o caso foi tratado como latrocínio, mas após laudos sofreu reviravolta e Eduardo de Oliveira Francisco foi indicado como mandante.

Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix, que chegou a confessar o crime na época, também foi condenado pelo homicídio. A soma da pena foi de 22 anos e 5 meses.

O G1 não conseguiu localizar a defesa de Eduardo e Pedro Henrique para se posicionarem relação às condenações.

O júri-popular durou dois dias, em Goiânia. O julgamento começou na terça-feira, foi interrompido no início da noite e retomado por volta das 8h30 desta quarta-feira, sendo encerrado apenas no fim do dia. Eduardo foi preso no último dia 9 de setembro, no apartamento em que morava, no Setor Celina Park, em Goiânia. O mandado de prisão havia sido expedido pela 2ª Vara de Crimes Dolosos contra Vida.

Segundo os policiais, Eduardo disse que estava “surpreso” com a prisão.

O crime ocorreu no dia 30 de novembro de 2015, na BR-060, em Goiânia. Na época, de acordo com a polícia, ela pedalava, acompanhada do marido e de um amigo, quando uma dupla se aproximou, sendo Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix em uma motocicleta e um menor em uma bicicleta. Segundo as investigações, Pedro atirou, atingindo a cabeça da mulher.

Marido condenado por matar ciclista Cibelle Silveira é preso em Goiânia, Goiás — Foto: PM/Divulgação Marido condenado por matar ciclista Cibelle Silveira é preso em Goiânia, Goiás — Foto: PM/Divulgação
Marido condenado por matar ciclista Cibelle Silveira é preso em Goiânia, Goiás — Foto: PM/Divulgação


Prisão de suspeitos
No dia 2 de dezembro daquele ano, a Polícia Militar prendeu três suspeitos pelo crime e, na ocasião, o caso foi tratado como latrocínio. Um dos detidos, Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix, que na época tinha 18 anos, chegou a gravar um vídeo, no qual confessou que matou Cibelle com a ajuda de um adolescente.

O inquérito policial foi concluído dez dias após o crime e remetido ao Ministério Público que, por sua vez, denunciou Pedro Henrique por latrocínio e o adolescente por ato infracional análogo ao latrocínio. O terceiro detido foi retirado do processo, pois ficou comprovado que ele não tinha envolvimento no caso.

Reviravolta
O caso seguia tramitando no Judiciário quando, cerca de dois meses após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil recebeu o laudo cadavérico de Cibelle. De acordo com o delegado Thiago Martimiano, que iria remeter o documento para ser anexado ao processo, lesões antigas constatadas no corpo da vítima levantaram a suspeita de que ela era vítima de espancamento.

“Abri um procedimento para apurar informações, já que o processo já estava no Judiciário. O laudo mostrava que a Cibelle tinha hematomas nas coxas, pescoço, costas. Algumas das lesões eram antigas. Aí, ouvimos o relato de amigos dela, e até colegas de trabalho, que contaram que ela sempre apresentava marcas pelo corpo, muitas vezes usava roupas de mangas compridas para escondê-las”, contou.

Na época, o delegado foi ouvir novamente Pedro Henrique, que mudou a versão inicial e contou que tinha sido contratado pelo marido da vítima para cometer o crime.

“Ele contou que o Eduardo foi até a casa dele em um Honda City branco, exatamente igual ao carro de Cibelle, e ofereceu R$ 30 mil para que ele matasse a mulher. Deste valor, o marido deu R$ 5 mil de entrada e ficou de passar o restante depois. Porém, como nunca pagou, Pedro Henrique decidiu contar a verdade”, relata.


Segundo Martimiano, Pedro Henrique também confessou que aliciou o menor, com a promessa de repassar parte do dinheiro depois. “Ouvimos também o adolescente, que confirmou toda a história. No entanto, ele nunca chegou a receber nenhuma quantia”.

Com base no laudo cadavérico e com os novos depoimentos dos suspeitos, o delegado ouviu o marido de Cibelle. “Ele negou tudo, disse que não sabia de nada disso e que ela tinha sido vítima de roubo”, contou.

O delegado reuniu as informações e apresentou ao Ministério Público, que entendeu que Cibelle foi vítima de homicídio e não de latrocínio. O caso foi, então, remetido à Vara de Crimes Dolosos contra a Vida. No fim de novembro deste ano, foram denunciados por homicídio qualificado Pedro Henrique, como o autor do tiro que matou a mulher, o adolescente, por ter participado do ato,...
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