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VITÓRIA 87FM

Policiais, falso policial e advogados são presos suspeitos de extorquir detidos em Goiás...

09 AGO 2018
09 de Agosto de 2018
Prisões ocorreram durante Operação Arapuca do MP e da Polícia Civil.
Seis agentes policiais, dois advogados, um homem que se passava por policial e um fornecedor de medicamentos foram presos nesta quinta-feira (8) durante a Operação Arapuca, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) em parceria com a Polícia Civil. Eles são suspeitos de integrar um grupo que extorquia pessoas detidas, em Goiânia.

“A organização se valia de indivíduo que se passava por policial civil, que andava armado, em viatura, e de policiais que captavam pessoas envolvidas em atos ilícitos e realizavam a prisão em flagrante. Ao invés de cumprir a lei, cobravam valores para que não fossem presas”, disse o promotor de Justiça Leandro Murata.

O G1 entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil Seção de Goiás (OAB-GO), por e-mail, e aguarda posicionamento.

Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão como parte da investigação do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e do Centro de Inteligência do MP. As ações ocorreram na capital e em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.

De acordo com os promotores, o núcleo da organização estava no 4º Distrito Policial, no Setor Bueno. O delegado responsável pela unidade é Eli José de Oliveira, mas não há indícios do envolvimento dele no esquema, segundo as investigações.

O delegado disse ao G1 que não tinha conhecimento das irregularidades. " Não sei o que está se passando direito, mas o nosso trabalho é sério, honesto e duro no combate à criminalidade. Se eles faziam a sujeira deles, era fora da delegacia, a gente não tinha conhecimento que esse falso policial usava nossa viatura", afirmou.

Superintendente da Polícia Judiciária, o delegado André Ganga informou que seis dos sete policiais suspeitos já respondem ou responderam processos administrativos. A corregedoria da corporação vai instaurar procedimentos para apurar as novas denúncias e pode pedir o afastamento temporário dos agentes.


“Toda a corregedoria está empenhada e a situação será apurada. Muitos casos eram feitos fora da delegacia, nas ruas, locais que estava acontecendo os crimes”, afirmou o delegado.

Investigação
A investigação do GCEAP e do Centro de Inteligência do MP começou após a denúncia de uma das vítimas e durou cerca de quatro meses. Segundo os promotores, o celular dessa pessoa foi apreendido pelo grupo sem qualquer procedimento.

De acordo com o promotor de Justiça, Paulo Parizotto, integrante do GCEAP, o grupo agia há pelo menos dois anos. Eles ainda investigam o quanto eles lucraram com o esquema.

“Constatamos que a atuação se dava de forma densa, teve dia que os agentes fizeram duas atividades concomitantemente”, afirmou o promotor.Por Paula Resende e Vanessa Martins, G1 GO ....
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