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VITÓRIA 87FM

Promotor pede que seja anulado decreto que nomeou cunhado do ex-governador Marconi Perillo a conselheiro do TCM-GO...

06 JUN 2018
06 de Junho de 2018
MP defende que Sérgio Cardoso não possui as competências necessárias para ocupar o cargo. Além disso, crê que nomeação ocorreu por influência do político.
Por Paula Resende, G1 GO,Sérgio Antônio Cardoso de Queiroz, conselheiro do TCM-GO, em Goiânia, Goiás  Sérgio Antônio Cardoso de Queiroz, conselheiro do TCM-GO, em Goiânia, Goiás 
O promotor de Justiça Fernando Krebs pediu ao Poder Judiciário, na terça-feira (5), que declare nulo o decreto que nomeou Sérgio Antônio Cardoso, cunhado do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), para o cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO). Para a promotoria, ele foi escolhido devido ao parentesco com o político.

O G1 tentou contato, por telefone, com Cardoso, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também pediu um posicionamento para a assessoria de imprensa do TCM-GO, por e-mail e telefone, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Já assessoria de imprensa de Perillo informou, em nota, que o TCM é um órgão auxiliar do Poder Legislativo, e a nomeação foi aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa.

Influência de Perillo
Krebs defende que Perillo iniciou nos bastidores o processo para a nomeação do cunhado enquanto era governador, pois o tucano deixou o posto no dia 6 de abril para disputar as eleições deste ano. No dia seguinte, José Eliton foi empossado e, dois dias depois, em 9 de abril, já indicou Cardoso para ocupar a vaga recém-aberta com a aposentadoria de Sebastião Monteiro Guimarães Filho.

De acordo com Krebs, o projeto “voou” na Assembleia Legislativa de Goiás, pois Queiroz foi escolhido em um período de quatro dias: o projeto foi lido no dia 10 de abril e encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação; no dia 11 o cunhado de Perillo foi sabatinado; e, no dia seguinte, teve o nome foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa, em votação secreta.


Irregularidades
O promotor afirma, na ação, que Cardoso não atende aos requisitos determinados pela Constituição de Goiás para ocupar o cargo. Krebs considera que o investigado não possui “reputação ilibada e idoneidade moral, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública e mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos ora mencionados”.

Segundo o promotor, Cardoso ainda responde por uma ação civil pública por suspeita de improbidade administrativa, na qual já teve R$ 130.877,32 dos bens bloqueados, liminarmente. De acordo com Krebs, Sérgio é investigado por atestar de modo fraudulento as folhas de frequência de uma servidora fantasma, entre dezembro de 2011 e março de 2015.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás informou que a ação que pede a nulidade do decreto já foi distribuída e será analisada pela juíza Ítala Bonassini da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual......
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