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VITÓRIA 87FM

Pastor é denunciado por matar e ocultar o corpo de pastora em Goiás....

10 FEV 2018
10 de Fevereiro de 2018
Ailsa Gonzaga sumiu após sair de casa para alugar imóvel, em Goiânia. Quase dois meses depois, Alexandre Silva foi preso e confessou que matou a vítima, com que já teve um relacionamento.pastor Alexandre de Souza e Silva, de 47 anos, foi denunciado, na sexta-feira (9), pela morte da pastora Ailsa Regina Gonzaga, de 40 anos, que sumiu após sair de casa para alugar um imóvel em Goiânia. O Ministério Público de Goiás o acusa de feminicídio e ocultação de cadáver. O suspeito, que já teve um relacionamento amoroso com a mulher, está preso e confessou ter matado a vítima durante uma discussão.

O promotor de Justiça Marcelo Franco de Assis Costa, que assina a denúncia, destacou no documento que as condições em que o assassinato foi cometido comprovam “o desprezo do denunciado pela condição do sexo feminino, inclusive a violência em contexto amoroso familiar”.

Ailsa foi vista pela última vez em 8 de novembro de 2017, quando saiu de casa para alugar um imóvel, em Goiânia. Na ocasião, ela deixou os dois filhos, de 15 e 11 anos, na residência e não voltou mais.

Quase dois meses depois, em 28 de dezembro, o pastor foi preso na casa em que morava, em Águas Claras (DF). Ele confessou o crime e revelou que havia deixado o corpo da vítima na zona rural de Aragoiânia, na Região Metropolitana de Goiânia.Motivação
O delegado responsável pelo caso, Valdemir Pereira, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), relatou no inquérito que o acusado e a vítima mantiveram um relacionamento amoroso por mais de um ano. Neste período, a convivência foi conturbada em razão de Alexandre ter outra mulher no Distrito Federal.


Pereira concluiu que Silva saiu da casa onde morava com a esposa decidido a matar Ailsa porque achava que ela poderia denunciá-lo à polícia por ele ser foragido da Justiça. O pastor já respondia por um latrocínio - que é o roubo com resultado morte - cometido em Itumbiara, região sul de Goiás.

"Ele disse para a atual mulher dele: ‘Vou lá me vingar, matar aquela pessoa [pastora]’. Quando voltou, ele disse: ‘Me vinguei’. Ele tinha ódio da pastora", explicou o delegado na época em que o pastor foi preso.

De acordo com a investigação, quando o acusado chegou à capital goiana, ele convenceu Ailsa a sair com ele para alugar um imóvel. No entanto, eles acabaram indo para o Recanto Cachoeirinha, na zona rural de Aragoiânia, onde a pastora foi esfaqueada. Em seguida, Silva ocultou o corpo de Ailsa na mata, cobrindo-o com folhas, e fugiu.Pastor nega ter premeditado
Após ser preso, o pastor negou durante entrevista coletiva que saiu do Distrito Federal para Goiás para matar Ailsa. Segundo Silva, ele viajou até a capital goiana porque a pastora o convidou para pregar, pois ainda eram amigos. O suspeito disse que estava na casa da vítima e ela o convidou para ir até a cachoeira para "espairecer".O pastor alegou ainda que cometeu o crime após uma discussão porque a vítima queria reatar um relacionamento antigo entre eles. O homem afirmou que era “perseguido” e que reagiu porque a mulher tentou matá-lo antes.

"Ela ficava me perseguindo, também me denunciava para a polícia porque era foragido. No dia que a matei, ela entrou no assunto que tinha de viver com ela, falei que não gostava mais dela, e ela tentou me golpear", declarou o pastor.

Silva ainda alega que foi ferido por Ailsa: "Houve a discussão e, quando disse que ia embora, ela me esfaqueou, e me defendi. Dei só uma facada. Estou errado, admito, estou chateado por tudo". No entanto, para o delegado, o suspeito se feriu durante a briga foi porque a pastora tentou se defender e não porque ela o atacou anteriormente.
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