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VITÓRIA 87FM

CEI aponta prejuízos de R$ 52,8 milhões na SMT e pede indiciamento de 17 pessoas.....

09 OUT 2017
09 de Outubro de 2017
Após quase 8 meses de investigações, Comissão apontou irregularidades na compra de cavaletes, instalação e operação de fotossensores, sincronização e compra de semáforos.
Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apurou irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade (SMT) apresentou nesta segunda-feira (9) o seu relatório final, após quase oito meses de investigações, e concluiu que houve um prejuízo de R$ 52,8 milhões aos cofres públicos. A Comissão pediu o indiciamento de 6 servidores, 4 ex-secretários e sete empresários, todos por improbidade administrativa (veja a lista abaixo).
Segundo as investigações, o valor do rombo é resultado de irregularidades flagradas em compra de cavaletes, instalação e operação de fotossensores, sincronização e compra de semáforos.
O relatório aponta que o contrato do serviço de sincronização de semáforos com a empresa Dataprom começou em 1997 e, desde então, não foi feita outra licitação para o serviço. Já no serviço de instalação e operação de fotossensores, de responsabilidade das empresas Trana e EIT Empresa Industrial Técnica S/A, foi constatada reutilização de equipamento antigo, sublocação e superfaturamento.
O relatório foi aprovado por unanimidade e deve ser encaminhado para o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), Prefeitura de Goiânia, Tribunal de Contas dos Municípios e à Polícia Civil. Todos os órgãos devem analisar o documento e o MP pode oferecer denúncia contra os envolvidos.
Conforme o relatório, são citados por improbidade administrativa:
José Geraldo Freire – ex-secretário da SMT
Miguel Tiago – ex-secretário da SMT
Patrícia Pereira Veras – ex-secretário da SMT
Paulo Antônio Sanches– ex-secretário da SMT
Abadio Antônio dos Santos – ex-diretor jurídico SMT
Carlos Alberto de Miranda – engenheiro SMT
José Carlos Martins – ex-chefe do almoxarifado e servidor da SMT
Maria Bernadete dos Santos – ex-diretora administrativa, servidora municipal
Patrícia Duarte – ex-diretora administrativa, servidora municipal
Alexandre Kruk – ex-gerente administrativo
Marcos Pinto Rôla - dono da Trana, contrato de fotossensores
Venício Prata Júnior - representante legal da empresa Trana
Geraldo Cabral Rôla Neto - ex-sócio da Trana e da EIT Empresa Industrial Técnica S/A
Geraldo Cabral Rôla Filho - sócio da EIT Empresa Industrial Técnica S/A
Cleomar Antônio de Souza - dono da JBA Ltda, empresa que fez contrato com a prefeitura para fornecer cavaletes
Alberto Muad Abujamra – dono da Dataprom
Simara Previdi – dona da DatapromO que dizem os citados
O G1 entrou em contato com o ex-secretário de Trânsito Paulo Afonso Sanches. Sobre a possível denúncia, ele afirmou que recebeu a informação com estranheza. "Não tenho nada a ver com isso. Vou me defender nas esferas em que for necessário", disse.
Já o ex-secretário Miguel Thiago afirmou que ainda quer ter acesso ao relatório final da CEI. "Tenho bastante confiança que minha gestão foi transparente e que o MP vai arquivar isso".
O ex-secretário José Geraldo Freire, também citado por improbidade administrativa, não atendeu às ligações até a última atualização desta reportagem.
O G1 tentou contato com a ex-secretária Patrícia Veras, citada pelo mesmo crime, por telefone, mas as ligações não foram atendidas até esta publicação.
A reportagem ainda não conseguiu contato com os seis servidores da SMT citados e com os sete empresários.
O G1 entrou em contato com as empresa JBA, Trana e Dataprom por e-mail e telefone, nesta tarde, e aguarda posicinamento a respeito das citações. A redação não conseguiu contato com a EIT Empresa Industrial Técnica S/A.
Investigações
Instaurada em 27 de março deste ano, a CEI apura irregularidades na SMT, como a compra de cavaletes, a sincronização de radares, compra de postes de sinalização e instalação de fotossensores.

Em um relatório preliminar, apresentado pelo vereador Delegado Eduardo Prado, consta que houve improbidade administrativa de servidores e ex-secretários na compra dos cavaletes. O parecer apontou que foram pagos produtos que nunca chegaram.
Em outro ponto analisado pela comissão é o fato de uma papelaria ser a empresa que fornece os postes de sinalização. O valor do contrato é de R$ 556. Porém, nenhuma ordem de serviço foi expedida desde julho deste ano.
Em outro relatório, datado do dia 29 de setembro, a CEI indicou atos de improbidade administrativa e fraude em licitações na compra de cavaletes e contrato com empresas de fornecimento de fotossensores. O documento pediu ao MP denúncia de duas empresas e 13 pessoas.
A comissão tinha, inicialmente, 120 dias para concluir as investigações. Porém, o prazo foi estendido até outubro.
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